Especialistas alertam para a instalação de itens homologados pela fábrica.
Rádio e faróis são os que mais consomem carga.
Muitos motoristas desconhecem que a bateria dos carros também requer cuidados especiais.
Constituída basicamente de placas de chumbo (positivas e negativas) e
solução de ácido sulfúrico (eletrólito), que ficam alojados dentro de
uma caixa plástica, a bateria nada mais é que uma fonte acumulativa de
energia.
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| (Foto: Fernando Garcia) |
Antes de instalar novos acessórios, deve-se verificar a capacidade máxima da bateria
Para isso, especialistas apontam para os cuidados com acessórios
eletrônicos como rádio, alarme, rastreadores e componentes elétricos e
eletrônicos que nunca ficam desligados – como a central de injeção – e
são aparelhos que possuem a chamada corrente de
stand by.
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| (Foto: Fernando Garcia) |
Luz interna acesa também contribui para descarga da bateria
“Ela puxa energia da bateria quando o veículo está desligado. Esta
descarga também pode ser provocada quando se deixa a iluminação interna
acesa sem interrupção”, explica o gerente de produto da Baterias Moura,
Antonio Júnior.
O rádio e o alarme, por exemplo, dependendo dos tipos que são
instalados no carro, podem acarretar uma descarga na bateria de apenas
um dia se estiverem funcionando com o motor desligado, de acordo com
Júnior. “Utilizar peças originais é a principal dica para que a corrente
stand by não descarregue o acumulador”, alerta Júnior. Por
isso, o especialista alerta para verificar a capacidade máxima da
bateria e do alternador antes de instalar novos acessórios. “Sistemas de
som potentes, por exemplo, consomem mais energia e, pode ser preciso
optar por peças que tenham maior capacidade”.
Carros parados também consomem energia da bateria
Mas para aqueles que usam o carro esporadicamente ou então precisam
“hiberná-lo” por um tempo prolongado, a recomendação é desligar os
terminais dos cabos das baterias, a fim de evitar a descarga precoce da
bateria.
“Carros parados também consomem energia da bateria. Neste caso, se o
veículo for ficar inutilizado por mais de 20 ou 30 dias, caso não seja
possível deixá-lo com alguém para o seu funcionamento, o correto é
desligar o cabo do terminal positivo, a fim de evitar a redução da vida
útil da bateria. Desta forma, evita-se qualquer risco de
curto-circuito”, recomenda o professor do curso de Engenharia Mecânica
Automobilística do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional
Inaciana), Edson Esteves.
Além deste cuidado, Esteves orienta também para manter sempre as capas
protetoras - geralmente feitas de borracha ou plásticos - nos terminais.
"Outro cuidado importante é manter as capinhas de proteção (plásticas)
em cima dos terminais (positivo e negativo) da bateria, que evitam o
risco de curto-circuito pelo contato de objetos metálicos", explica o
professor.
Segundo os especialistas, a durabilidade de uma bateria, em média, é de
2 a 3 anos, mas pode cair pela metade se o dono não tiver os devidos
cuidados como, por exemplo, deixar as luzes ou acessórios ligados quando
o motor estiver desligado. Outra dica importante é não dar a partida no
veículo com o farol ligado, o que também puxa carga da bateria,
diminuindo sua vida útil.
“Mesmo no caso de carros mais sofisticados, com sistema de acendimento
automático, aconselho a desligá-lo antes de dar a partida. Desta forma,
as chances de a bateria durar mais serão maiores”, aponta o proprietário
do Auto Elétrico Kaneto, Marcio Kaneto.
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| (Foto: Fernando Garcia) |
Frente do rádio também deve ser removida para evitar desgaste da bateria
No caso dos rádios, uma dica simples que também ajuda a evitar o
desgaste é retirar a frente destacável (para os modelos que a possuem)
do aparelho sempre que sair do veículo. “Essa parte já consome
stand by
e conforme o tipo do rádio pode chegar até a 800mA, o que descarregaria
uma bateria convencional em poucas horas”, afirma o gerente Antônio
Júnior.
De acordo com o consultor da ADK Automotive, Paulo Roberto Garbossa,
para o caso das baterias arriadas, há alguns sistemas de rádio que
necessitam de codificação para voltar a funcionar e as concessionárias
cobram caro pelo serviço. Por isso a consulta ao manual do proprietário é
primordial. “Antes de iniciar qualquer serviço como “chupeta” (ligação
direta entre bateria arriada e uma auxiliar), leia antes o manual do
veículo. Isso porque, em alguns casos, pode se causar um dano
significativo no sistema elétrico do veículo, além de ter um gasto
extra”, orienta Garbossa.
Segundo Marcio, da Auto Elétrico Kaneto, os cabos auxiliares vendidos
em supermercados para fazer a ligação direta entre as baterias nem
sempre são confiáveis, dependendo do estado da bateria. “Tivemos um
cliente que processou uma fabricante de cabos auxiliares, pois ao fazer a
chupeta no seu Mercedes-Benz SLK o acessório não aguentou a carga e
acabou derretendo não só o isolamento, mas também o revestimento do
banco - lembrando que nestes carros a bateria é alojada atrás dos
assentos”, relata.
Prevenção da bateria depende de outros componentes
Para Kaneto, o ideal é chamar um mecânico de confiança, pois o
profissional possui equipamentos próprios para fazer medição da carga da
bateria, como scanner ou voltímetro.
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| (Foto: Fernando Garcia) |
Alternador em ordem também ajuda a manter a durabilidade da bateria
Através destas ferramentas, o técnico avaliará se o problema está
realmente na bateria ou no alternador, componente responsável por
transformar a energia mecânica em elétrica, através da corrente
alternada induzida por campo magnético. “Nunca é demais levar o
automóvel para fazer uma verificação no sistema do alternador, a cada
seis meses, em uma oficina especializada. É ele o responsável por
fornecer a corrente necessária aos acessórios elétricos e manter a carga
da bateria em ordem”, explica.